terça-feira, 28 de setembro de 2010

Diamond - Projeto de membros do Trapped Under Ice & Down to Nothing

Aqui no brasil não é sempre que vemos participantes da comunidade hardcore fazendo projetos musicais que não tem muito em comum com o que eles costumam fazer. Falando um pouco com o Sam Trapkin do Trapped Under Ice, ele me falou sobre o seu novo projeto e achou interessante que déssemos uma divulgada por aqui. Com um curto release nós temos uma descrição que esclarece um pouco sobre a banda.


Se você está lendo este blog, você provavelmente está em sintonia com o que está acontecendo na cena hardcore de hoje. Sendo assim, provavelmente você conhece e ama Trapped Under Ice, Terror e Down to Nothing tanto quanto eu. Também vamos assumir (e espero) que os seus gostos musicais vão além de Trapped Under Ice, Terror e Down to Nothing. Sendo assim, você tem que baixar a demo colaborar com a mais nova banda de Baltimore/Chicago: Diamond.

Então, porque Trapped Under Ice, Terror e Down to Nothing não tem nada a ver com o Diamond?

Diamond é uma banda composta por Sam Trapkin (guitarra) e Brendan Yates (bateria), que também são a "espinha dorsal" do Trapped Under Ice. Além disso, a banda apresenta David Wood (baixo)que dedica seu tempo ao Terror e Down to Nothing e Justin Gilman (vocal), que também canta em uma banda de rock chamada We Read Minds. Fortemente influenciado pelas bandas de pop/rock década de 90, a banda começou tocando no início de 2010 depois de escrito e já ter a maioria das músicas e vídeo nos chats do AIM através da Garage Bands Demo.


Recentemente, eles gravaram uma demo de 5 músicas em estúdio e batem muitas bandas de rock que você ouve no rádio hoje ... facilmente. O 7 "está previsto para lançamento neste inverno, bem como um show de lançamento do disco.



Você pode baixar a demo deles aqui!
Você pode adicioná-los no myspace também!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Entrevista: Trapped Under Ice - Baltimore City Hardcore

Diretamente do lado sujo de Baltimore, o Trapped Under Ice é uma banda de hardcore com base de influência na velha escola do NYHC e que vem surpreendendo a cada apresentação que fazem. A banda dispensa qualquer comentário e é uma das poucas bandas que admiro musicalmente nos dias de hoje. O vocalista Justice Tripp e o guitarrista Sam Trapkin me cederam essa entrevista que foi feita durante a turnê que eles ainda fazem nos EUA e depois passando pela Europa.


1 - Primeiramente gostaríamos de saber como a banda surgiu e qual a origem do nome "Trapped Under Ice"?

Justice: A banda começou nas cinzas de uma banda straight edge que eu e Sam tocávamos. Sam teve a idéia de chamar a banda de Trapped Under Ice com base em algumas das metáforas que estávamos usando nas letras escritas na Demo.

2 - Quais são as principais inluências na hora de compor as letras e as músicas no geral?

Justice: Musicalmente, nós tentamos manter as nossas influências bem amplas. No começo eram Breakdown, Stout, Crown of Thornz, Next Step, etc .. Algumas das influências evoluíram com tempo e podem ir a qualquer estilo como pop, punk ou hip hop.

3 - Na letra da música 'Believe' vocês falam sobre o cotidiano da cidade onde vivem. Fale-nos mais sobre essa letra e sobre a mensagem que ela quer passar.

Justice: Essa música é sobre os aspectos negativos da cidade de Baltimore. Eu não quero que as pessoas achem que estamos a promover ou afirmar esse estilo de vida, mas estou reconhecendo-o e expressando como isso me afeta mentalmente.



4 - O que o Hardcore significa para vocês?

Sam: Hardcore significa coisas diferentes para muitas pessoas. Viver o hardcore para mim é ser você mesmo e viver livre. É um lugar para aqueles que estão se sentindo desconectados da sociedade em geral ou em qualquer ambiente social. Tem a capacidade de transformar sentimentos de raiva e frustração em algo positivo, numa força unificadora.

5 - Na cena hardcore de hoje em dia é difícil ver bandas com algo importante a dizer. Muitas pessoas são concentradas mais na moda do que uma mensagem importante. O que vocês pensam sobre isso?

Sam: Eu acho que as bandas devem fazer apenas o que eles querem fazer. Se você não tiver nada de importante a dizer, então não tente. Nós sempre escrevemos e compartilhamos experiências que são reais para nós. Se isso é "importante" ou não, eu não sei.

6 - Vocês conhecem alguma referência de Hardcore no Brasil? Tem planos para tocar aqui algum dia?

Sam: Eu pessoalmente nunca ouvi falar de nenhuma banda de hardcore do Brasil. Mas ouvi dizer os shows são surpreendentes. Nós não temos planos de ir para lá no momento, mas definitivamente gostaria de fazê-lo no futuro.

7 - A banda conta com algum membro Straight Edge ou Vegetariano?

Justice: Todos nós somos Straight Edge. Ninguém na banda é vegetariano. Nós nunca planejamos que todos fossem Straight Edge, simplesmente veio a ser. Embora, o Trapped Under Ice não se intitula uma banda Straight Edge.

8 - Como vocês vêem a cena hardcore de hoje em dia?

Justice: A cena hardcore está numa boa situação em um geral. Acho que as pessoas devem praticar o que pregam um pouco mais e abrir as suas mentes, mas isso nunca se aplica a todos, obviamente. Há um monte de bandas legais com sons
diferentes, fazendo sua própria coisa toda. As bandas são uma base importante para suas cenas.

9 - Quais são os planos futuros da banda?

Justice: Estamos escrevendo um monte de músicas novas entre uma turnê que estamos realizando. Estamos tocando pelos
EUA e Europa com o Bane, em seguida eles vão para o Japão. Estamos esperando para finalizar um monte de materiais novos em algum momento próximo do início do ano que vem e espero gravarmos um novo álbum e lançá-lo em 2011.

10 - Os membros da banda possuem projetos paralelos?

Justice: Jared toca baixo no Down to Nothing . Eu não diria que é um projeto paralelo, pois é uma tanto quanto diferente. Sam e Brendan tem uma banda de rock chamada Diamond que acabou de gravar.



quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Entrevista: Tiempos de Honor

O Tiempos de Honor é uma banda Straight Edge do Chile que no momento está fazendo uma turnê no Brasil. Com uma sonoridade que não nega nenhum pouco a influência das bandas de Hardcore dos anos 90 como Earth Crisis, Snapcase, Culture e Morning Again, o Tiempos de Honor conta com apresentações incríveis no qual não podemos deixar de conferir. Fiz uma entrevista com os caras e vocês podem conferir abaixo:

1 - Primeiramente falem de como a banda surgiu e qual foi a proposta inicial.

Desde o começo a banda sempre teve o mesmo propósito. Desde que formamos a banda buscamos expressar em nossas letras, em nossos manifestos, a realidade que acontece em nossa sociedade. A luta contra o capitalismo é o principal motivo para formar essa banda. Sentimos que a realidade em que vivemos não pode seguir corrompendo a vida do ser humano. Nesse sentido a banda começou a tomar um rumo. Vários de nós que estamos na banda desde o começo temos idéias políticas e somos envolvidos em organizações distintas. Então, para nós, por sermos imersos na comunidade hardcore/punk significava também poder expressar essas idéias através da música. O anti-capitalismo, os movimentos anti-globalização, a lutra contra o imperialismo do primeiro mundo, são temáticas que para nós sempre foram importantes e por esse mesmo motivo formamos a banda para uma mudança estática no hardcore punk e no straight edge. Sentíamos que nós não podíamos simplesmente nos mantermos imóveis apenas pensando que o hardcore punk é só um meio para se comprar camisetas, discos e ir cantar num show de sábado. Necessitamos transmitir que a vida é mais que isso, mais que uma camiseta e um show. Repassar idéias, repassar informações para desafiar o estabelecido, promover um sentimento de rejeição desta sociedade e suas formas de escravatura.

2 - A banda tem envolvimento com algum movimento político ou algo parecido?
Como dizemos na pergunta anterior, sempre nos identificamos com a luta contra o capitalismo, nos identificamos com os movimentos sociais de esquerda, principalmente o Marxismo, mas não deixamos de lado outras idéias políticas que trabalham em uma luta contra o capitalismo. Não queremos cair nas divisões, mas sim unir forças daqueles que se opõem aos valores da sociedade.

3 - O que o Straight Edge significa pra vocês?
Para nós o Straight Edge significa a forma de perceber uma vida, a maneira como nos desenvolvemos e como atuamos com aqueles a nossa volta. É a forma de estar alerta em um mundo que joga contra nós através de várias formas de controle que o capitalismo usa. Seja pelo meio das drogas, , os meios de comunicação, as formas de exploração, a educação do mercado, a religião, etc. Ou seja, é um complemento com nossas idéias revolucionárias que tem um significado primordial em nossas vidas. Para nós o straight edge sempre foi político, porque são nossas idéias levadas a prática e que se misturam, que nos servem para repensar a realidade e para questionar o entorno no qual vivemos. Mas tampouco queremos cair no sectarismo por ver as coisas de outra perspectiva, mas é uma alternativa que nós decidimos tomar mas não queremos impor a ninguém.

4 - O que influencia vocês na hora de compor?
Musicalmente falando poderia citar muitas bandas, incluindo vários tipos diferentes de música. Passando por sons bem diferentes um do outro, do metal a música popular. Mas para nós as principais influências são políticas, que poderia citar os importantes revolucionários de esquerda do século XIX/XX que dão sentido às nossas letras

5 - Qual é a sensação de estar fazendo a primeira tour pelas terras brasileiras?
Já tem um ano que tentávamos fazer essa viagem e tivemos muitas expectativas sobre ela. Depois de nos organizarmos com as pessoas da Argentina , do Chile e com Franco 78Life aqui no Brasil, pudemos concretizar essa viagem. Adoramos a idéia de compartilhar com pessoas de outros países sobre todas as situações que compartilhamos com outras pessoas anteriormente. Esperamos que o pessoal goste de nossa música e principalmente da mensagem, porque esse foi o motivo de fazermos essa viagem: Difundir nossas idéias e a mensagem que a banda carrega.

6 - banda tem alguma referência de hardcore do Brasil que possa ser citada?
Sim. Conhecemos várias bandas brasileiras, incluindo o Point of No Return que é uma das influências da banda e é uma das quais crescemos escutando. Também conhecemos o Confronto, há um tempo atrás saiu um Split nosso com o Live By the Fist de Santos e tocamos com o Still X Strong no Chile.
No começo da banda também tocamos com o Children of Gaia. Houve um bom tempo que no Chile se escutavam muitas bandas brasileiras, já que nos agradam muito musicalmente.

--------------------------------------

O Tiempos de Honor permanecerá esse fim de semana no Brasil e você pode comparecer ao shows seguindo as datas abaixo:

Myspace
Fotolog Seven Eight Life

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Fala...mas não executa.

Hoje em dia percebo que o que não falta é gente reclamando da cena em que “participa”.
As pessoas reclamam da escolha das bandas de um show, do preço que muitas vezes não é nada abusivo, do preço do CD que eles não fazem a mínima idéia de quanto foi gasto pela banda e pelo selo pra colocá-lo em circulação. Podemos contar nos dedos as pessoas que realmente fazem acontecer o hardcore/punk em São Paulo. Como eu vivo a cena de São paulo vou usar o que eu vejo no dia a dia como referência pra esse texto.

Há poucos dias, antes de começar esse texto, eu compareci a 4ª edição do POSITIVE ABC HARDCORE FEST, que é um evento organizado pela ABC FAMILY CREW. Show gratuito, de fácil acesso, espaço animal, aparelhagem boa, bandas boas, comida vegan e mupy por 1 real. Reparei em uma coisa que me intrigava: a maioria das pessoas presentes eram as mesmas pessoas de sempre. E quando digo que eram as mesmas não imagine nenhum número absurdo, eram poucas. Isso não tornou o show um lixo e que, por incrível que pareça, foi um show bem divertido.
Depois de observar esses detalhes você pode se deparar com uma quantidade consideravelmente grande de pessoas reclamando que os shows não estão rolando, que não tem banda boa tocando, que isso e aquilo. Percebo que quando alguém posta informações sobre um show as pessoas focam em criticar as bandas do evento que elas não gostam ao invés de apoiar uma iniciativa boa e que não visa nada ganancioso.
Alguns que lêem esse texto podem achar ridícula uma comparação dessas, mas no último mês de agosto eu fui ao show do H2O, que custou em torno dos seus R$ 60,00, foi um show que dispensa comentários. Lotado, aparelhagem foda e todos ficaram satisfeitos. Muitas das pessoas que estavam lá presentes quase nunca comparecem aos shows, e nelas estavam incluídas aquelas pessoas reclamonas que citei acima. Pessoas que nunca fizeram nada pelo DIY e acham que tem culhão pra meter o pau no evento dos outros.
Hoje em dia, como poucos sabem, não é nada fácil manter um evento com várias edições com qualidade, não é fácil montar uma banda, gravar uma demo, ensaiar e o caralho a quatro, escrever um zine, etc. São coisas no qual você investe um capital sabendo que não haverá um retorno. É realmente decepcionante você dar o sangue pra obter resultados positivos em algo que você faz por prazer pra ver muita gente desmerecendo tudo.
Nessas horas o que não falta é desânimo, vontade de desistir de tudo e tocar o foda-se. Mas, por incrível que pareça, a gente insiste nisso. Enquanto muita gente reclama, paga 300 reais num vans/nike/sejalaoquefor e desmerece o esforço dos outros, muitos que acreditam no que eu acredito, ainda tenta fazer algo pelo DIY, ainda é emocionado com o hardcore e ainda se importa em levar tudo isso pra frente. De verdade, se isso for uma fase, quero que seja uma fase que não passa!

-----------------------------------------------------------------------------------------------

BETTER THAN A THOUSAND - I Can Make a Difference
Cada pensamento se torna uma ação, todas as formas de hábitos de ação
Hábitos criam o nosso futuro e nossas vidas se transformaram
Cada momento é tão precioso que nós gastamos nosso tempo, como o ouro
Se você mudar o momento você vai ver seu sonho se desdobrar

Eu posso fazer a diferença neste mundo

Apenas um dominó é empurrado, ele faz uma queda de mil
A pequena semente potencialmente pode crescer
A maldição vai quebrar eventualmente com uma rachadura na parede
Então, as pessoas olham dentro de si mesmas e podem ouvir o seu coração chamar

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pulling Teeth - Por Flávio Barbosa


Imagine uma banda que mistura os elementos mais malevolentes e sombrios do metal
com a energia do hardcore/punk, essa banda se chama Pulling Teeth. No final de 2006
realizou o seu primeiro registro em estúdio, um EP chamado "Vicious Skin" que por alguns
foi considerado o melhor álbum de hardcore do ano. "Hardcore metalizado.
Principalmente influenciado por bandas como Integrity, Left for Dead, Slayer, Black
Sabbath...", assim o vocalista Mike Riley define a sonoridade da banda. Com letras que
abordam temas que vão desde a descrença em Deus até o vegetarianismo, o Pulling Teeth
mostra que além das boas influências, carrega consigo algo muito importante dentro do
Hardcore/Punk: a indignação.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Final x Round

Sem muita firula, esses "mascarados" chegaram mostrando que não estão pra
brincadeira. A banda acabou de lançar seu primeiro material, Hardcore cru e sujo.
Influências marcantes de bandas dos anos 80, 90 e 2000 como: Youth Of Today, Warzone,
Mental, Righteous Jams e etc. Músicas fortes e precisas, refrões marcantes, singalongs, e
aquele velho estilo "maloqueiro" de se fazer hardcore, herdado pelas bandas de Boston e
NY. Final x Round direto da zona leste de São Paulo, mostrando que o orgulho Straight
Edge ainda pega fogo no coração dessa mulecada, trazendo em suas músicas com força
total toda energia e sinceridade que o hardcore pode passar "Songs For You, Pride For Us".

Myspace


Download da Demo: "Songs for Your, Pride for Us"








Amanhã eles estarão tocando no Positive ABC HArdcore Fest 4
Fotolog com Informações





Resenha por: Iran Xavero

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

In Your Face - por Iran Xavero



Mesclando toda a agressividade do hardcore e toda fúria e revolta das bandas punks de
antigamente, trazendo a tona aquele "fogo cruzado" nesses "tempos difíceis”. Com
pouco mais de um ano de banda, um Cd-demo lançado. Sonoridade suja, sem meias
palavras e com letras e discursos que vão à contra mão de tudo que se é dito por ai. A
banda mostra que joga limpo com a realidade, não tenta mascarar ela de forma alguma.
Cinco jovens nascidos na periferia de São Paulo, mostrando que ainda carregam o
espírito herdado pelos Punks, D.I.Y. (faço você mesmo) não se tornou uma palavra vazia.
Com riffs rápidos e simples, bateria veloz e vocal sujo e com uma presença de palco
digna de uma banda de hardcore. A sonoridade é bem semelhante a discos clássicos,
como: Don't forget the struggle, don't forget the streets (Warzone), Can't close my Eyes
(Youth of Today) e etc. IYF traz a tona toda energia e a falta de papas na língua que
faltava para as bandas de hardcore nacional nos últimos tempos. A banda é dividida em
integrantes straight edge e apreciadores da cevada, o que não é muito comum no estilo
de hardcore que eles tocam. Para algumas pessoas isso é bom, mas o fato da banda não
carregar uma “bandeira” não é nenhuma dádiva ou malefício, são hardcore/punk
independente de qualquer coisa, se carregam uma bandeira, é essa.

Myspace