quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Nails


Brutalidade: essa é a descrição do Nails com uma só palavra. Esse trio californiano que tem como vocalista e guitarrista Todd Jones, uma figura bem conhecida pelas últimas gerações hardcoreanas, faz um hardcore ultra rápido e metalizado, com letras anti religião, assemelhando-se a bandas de grindcore dos anos 90. Seu lançamento mais recente chamado Unsilent Death foi produzido por ninguém menos que Kurt Ballou (Converge). Mesmo a maioria das músicas sendo bem rápidas e curtas, o Nails encontra espaço para encaixar com extrema habilidade passagens Crust/Punk e breakdowns Death Metal que se encarregam de levar uma maior diversidade sonora no decorrer das músicas, impedindo que caia numa mesmice entediante. Você fã de Napalm Death, Brutal Truth e Terrorizer com certeza não conseguirá manter a cabeça parada durante algum momento do Unsilent Death.
Por Flávio Barbosa


Myspace:
http://www.myspace.com/unsilentdeath

Twitter:
@unsilentdeath







quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Entrevista - Ralph Macchio




O Ralph Macchio é uma banda de hardcore formada por membros do Vendetta, Iron and Gold e ex-membros de bandas como Live By The Fist e Who I Am. Com sonoridade semelhante a algumas bandas do hardcore americano que apareceram dos anos 2000 pra cá e uma pitada, só um pouquinho assim de carimbó, esses caras vem com um CD dentro da manga que promete dar um tapa na cara do hardcore nacional. O vocalista Fernando me cedeu essa entrevista falando um pouco sobre a história e a atualidade da banda.

1 - Primeiramente conte pra gente como e quando a banda começou, de quem foi a idéia de começar com a banda, formação inicial, essas coisas.

A banda começou no final de 2008, quando eu (Fernando) e o Fabio estavamos tocando em outra banda, e começamos a ouvir uns sons diferentes do que estavamos fazendo. Eu tinha ideia já de ter outra banda diferente do que havia feito já, e o Fabio tava ouvindo as mesmas coisas que eu, ai foi só unir o util ao agradavel. Na hora já chamei o Guilherme e o Gustavo, com quem já havia tocado também, e sabia que os dois tinham tempo livre pra tocar, e foi bem rapido dai pra frente, começamos a ensaiar toda semana, e em pouco tempo já tinhamos gravado uma demo, “Almost Dead”. Como hoje é mais fácil se divulgar uma banda, em pouco tempo a gente já tava tocando bastante, e o Gustavo acabou saindo, pouco antes da gente começar a entrar em estudio pra um disco novo,e durante a gravação, chamamos um amigo nosso, o Bruno pra tocar baixo, indo o Guilherme pra bateria. Acabou que deu muito certo, o disco tá pronto, e a gente tá doido pra tocar! hahaha

2 - Pra quem nunca escutou o Ralph Macchio. Se vocês fossem o resultado do cruzamento de duas bandas quais seriam?

Dificil responder essa, acho que Ramones e Motorhead! hahahah



3 - Na hora de escrever as letras quais são os temas abordados?

- No geral, coisas que se passam na minha vida, geralmente eu quem escrevo as letras, e sempre puxo pra um lado mais pessoal, e exponho meu modo de ver as coisas. Falo sobre coisas que me marcaram, coisas que aprendi, como lidei com elas e tento pegar o melhor disso e passar nas letras. Amigos, familia, coisas ruins que acontecem e como tudo está ai pra acabar com você, e não adianta reclamar, que nao resolve nada, você tem que tirar o melhor proveito de tudo que pode, e fazer as coisas por si mesmo, mas da melhor maneira possivel.




4 - Existem algumas bandas que influeciam vocês musicalmente que possam ser citadas?

Existem, mas a lista ficaria imensa, hahaha resumindo, quando a banda começou, eu basicamente só escutava Cruel Hand, Down to Nothing, e Larusso, então acho que pode ser considerado forte influencia.


5- De onde surgiu o nome da banda? Existe alguma associação com o filme Karate Kid? (risos)

Total associação! Não que o cara nao tenha feito outra coisa, mas é a maior homenagem que pudemos prestar a ele! O Fabio já tinha um certo carinho por ele, tocava no Larusso, acho que eu traumatizei ele quando falei que queria manter o nome Ralph Macchio hahaha.


6 - Fale pra gente quais são as 5 bandas que mais estão rolando no play de vocês.

Fernando - Hour of The Wolf, Burning Love, Final Round, Bracewar, Fire & Ice

Guilherme- Cruel Hand, Down to Nothing, Trapped Under Ice, Six Ft Ditch, Ringworm

Bruno -H2O,Madball,Sick of it All, Set Your Goals,CruelHand

O Fabio só escuta Burning Love e Slayer! hahahaha


7 - Os membros da banda tem projetos paralelos?

Tem sim, o Guilherme sempre tocou em bandas ai, já tocou comigo no Vendetta, hoje ele toca no Live For This, o Fabio toca no Iron And Gold, de Santos, junto comigo, que vivo montando banda porque não devo ter mais nada pra fazer hahaha eu tenho o Vendetta, o Iron And Gold, o Valley e to montando uma banda nova ai que logo mais vai ter demo pra galera ouvir!

8 - Como vocês vêem o cenário hardcore no Brasil? Estamos passando por uma fase boa ou por tempos difíceis?

Acho que estamos numa fase boa.. tem bastante banda legal aparecendo, eu to vendo mais gente colando em shows, tendo um maior interesse pela nossa propria cena, pessoal procurando demo, só espero que isso nao pare! E isso vem das bandas também, mais dedicadas e eu to realmente ansioso pra ver como vai ser esse ano, tem muita banda gravando material novo, acho que a gente pode esperar um ano até melhor que o ano passado, que pra mim foi ótimo pro hardcore nacional.


9 - O que podemos esperar do disco novo de vocês?

Cara, eu to tão empolgado com o disco novo que sinceramente nem sei o que falar sem soar até arrogante, mas podem esperar nosso melhor material! O processo de gravação foi incrivelmente natural, e correu tudo como a gente esperava. O Danilo do estudio entendeu o que a gente queria, e a gente conseguiu fazer exatamente o que queria com cada detalhe. Cada faixa fala por si, voce vai ver (e ouvir) o Ralph Macchio no seu melhor, e pra quem tiver curioso a gente tá disponibilizando um EP virtual, o “The Born To Lose EP”, só baixar, ouvir e falar o que achou também! hahaha


10 - Quais são os planos da banda pra 2011?

Tocar, tocar, e tocar. Hahah mas provavelmente na metade do ano a gente já vai começar a preparar material pra disco novo, tá rolando várias ideias, a gente tá bem entrosado no geral, a formação definida, isso dá mais e mais vontade de continuar e nao parar nunca de fazer coisa nova!




11 - Esse é seu espaço. Valeu pela entrevista.

Ae Athos, valeu pela entrevista ae, e nao fugindo do clichê, apareça nos shows, apoie as bandas, monte bandas também e faça parte disso aqui, que sem isso a vida é um grande pé no rabo!


Conheça mais sobre a banda e baixe o EP "Born to Lose"

no site abaixo:

www.borntolose.com.br

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Entrevista - xRepresentx


O xRepresentx é uma banda de hardcore Straight Edge de Erie - Pennsylvania. A música já fala por si mesma com sua intensidade, agressividade e orgulho straight edge soando por cada nota e palavra em seus sons. O vocalista Derek Ski cedeu essa entrevista ao meu amigo Paulo Sotero.

1 – Conte nos um pouco sobre a cena hardcore de Erie (PA) e o que você acha da atual cena straight edge americana.

Erie estava bombando, daí passou por um período meio fraco. Mas isso sempre acontece a cada 2 anos. Poderia ser melhor especialmente se nós tivéssemos um novo local para os shows. Sobre a cena straight edge americana, cada cena/cidade/estado é diferente. As mesmas regras se aplicam em todas elas, e sempre vai haver os que as cumprem e aqueles que não.

2 – Vocês já falaram sobre temas “polêmicos” como religião e pena de morte. O que podemos esperar de assuntos mais politicos nas novas músicas? Algo em vista que possa nos contar?

O próximo lançamento é bem straight edge e hardcore, que é o que a gente mais se importa. Não que eu não ache nada mais importante, mas é isso que está vindo por aí.


3 – O que você conhece sobre a cena Sulamericana, especialmente Brasil, Chile e Argentina?
Não muito. Mas eu tenho a impressão de que eles têm muita presença e potencialmente grandes cenas straight edges. Adoraria ver isso de perto!


4 – Sabemos que recentemente vocês fizeram uma eurotour, tocaram em festivais tradicionais e curtiram o verão europeu. Conte nos sobre essa experiência e quais foram as maiores diferenças que vocês sentiramem relação aos shows e aos americanos.

Europeus definitivamente curtem mais que os americanos, como um todo. Nós, assim como outras bandas americanas, viajamos pelos EUA, e isso não vale tanto a pena em algumas áreas. Mas quando uma boa banda estrangeira vai pra Europa, eles estão muito excitados, porque essa pode ser a única vez que eles vão ver essa banda.

5 – Algum tempo atrás o xRepresentx tocou em Porto Rico, certo? Como foi tocar lá? Foi a primeira vez que vocês tocaram fora dos Eua?
Foi o primeiro show internacional, alem de ter tocado em Tijuana, México. (Uma cidade na fronteira entre EUA e México.) Porto Rico foi lindo embora os shows tenham sido pequenos.

6 – Como você enxerga o Straight Edge? É sua revolução pessoal? Você vê o straight edge como uma arma para uma mudança social coletiva?

Revolução pessoal, rede social, base de bem-estar. É sobre tudo isso.

Eu sinto que o straight edge é ainda muito pequeno e várias pessoas desistem de fazer disso uma mudança social, mas se ninguém nunca se vendesse, nós poderíamos ter um “exército” inteiro. Pra mim, espalhar a idéia é o mais importante. Ainda existe um monte de gente que sequer sabe que isso existe. Eles podem não se importar, mas cada um que é straight edge hoje encontrou isso de alguma forma, então se eu posso ajudar uma pessoa a encontrar esse caminho, meu trabalho está feito.

7 – Além do xRx, o que vocês fazem? Estão envolvidos em outras bandas?

Nós temos outros projetos, alguns grandes e outros menores. Shawn e eu somos professores. Bryan trabalha com aquecedores/condicionadores de ar. Kyle acabou de conseguir um novo emprego numa fábrica.

8 – O que você tem ouvido esses tempos?

A mesma velharia. Trial, Plaehorse, Arkangel, Ringworm, Figure Four, xDisciplex, etc.

9 – Fale sobre esta frase: “Don’t Call Me Drug Free.” (Não me chame de ‘Drug Free’).

Straight edge é muito mais do que dizer que você é “drug free”. Ser livre de drogas é um estado corrente, não um compromisso. Mas com o straight edge como “rótulo”, isso é pra vida inteira. Essa é a diferença pra mim. Quando eu digo que eu sou straight edge, as pessoas sabem que eu estou ali pra vida toda.

10 – Esse é seu espaço. Muito obrigado, Derek!

O hardcore está passando por tempos difíceis. É hora de tocar o foda-se! Eu não me importo se vocês curtem o xRepresentx ou não, mas existem algumas coisas que nós devemos fazer pra manter o hardcore vivo. Não destruam os picos, parem de drama, apóiem a verdadeiras bandas de hardcore e as pessoas que fazem os shows. Pense o quanto o hardcore representava pra você 1, 2, 5 ou 10 anos atrás... Quando você entrou nisso, signficou muito mais pra você depois. Por que isso deveria mudar justo agora que nós pusemos todo esse tempo e energia no negócio? O hardcore continua sendo a melhor coisa que eu já encontrei. Algumas das melhores pessoas que eu conheço pelo mundo conheci por conta do hardcore. Então, vamos manter isso juntos, porque quando não sobrar mais nada, nós vamos olhar pra trás querendo saber o que aconteceu. Está acontecendo agora, vamos mudar isso!


Myspace da banda | Facebook | Seventh Dagger Records

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2010 - Revisão de alguns lançamentos no Hardcore

Não sei vocês, mas 2010 foi um ano de lançamentos de peso dentro do Hardcore mundial.
Vou postar alguns dos lançamentos que na minha opinião quebraram tudo esse ano.

Alpha & Omega - Life Swallower

























Myspace da banda: http://www.myspace.com/alphaandomegahc



Cruel Hand - Lock and Key

























Myspace da banda: http://www.myspace.com/cruelhand
Release do Disco: http://dailyxwar.blogspot.com/search/label/Cruel%20Hand



Final X Round - Songs for You, Pride for Us


























Myspace da Banda: http://www.myspace.com/finalxround
Resenha do Disco: http://dailyxwar.blogspot.com/search/label/Final%20X%20Round
Download da Demo: http://www.4shared.com/file/ffJx7Z35/Final_Round_-_Demo_2010.html



Terror - Keepers of the Faith


















Myspace da Banda: www.myspace.com/terror



Down to Nothing - All My Sons

























Myspace da Banda: www.myspace.com/downtonothing



Speed Kills - Night Rider
























Myspace da Banda: http://www.myspace.com/speedkillsparanoia
Download da Demo: http://www.4shared.com/file/Bv3A5sDP/Speed_Kills-DEMO.html



Converge - Axe to Fall

























Myspace da banda: http://www.myspace.com/converge



Integrity - The Blackest Curse
























Myspace da banda: http://www.myspace.com/integrity



Bitter End - Guilty as Charged
























Myspace da banda: http://www.myspace.com/bitterend



Esses são os me vieram na cabeça no momento. Conforme eu for lembrando (ou se vocês mesmo me lembrarem) eu posso ir postando aqui.

Obs.: Não coloco os albúns pra download a não ser que sejam autorizados pelas bandas. Por isso apenas dois dos lançamentos contém link para download.

Fiquem firmes e que 2011 seja um ótimo ano pro hardcore nacional e internacional!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Blake Farber - Diretor de Clipes de NY no Brasil em 2011

Blake Farber diretor de clipes,diretamente de Nova York vindo para o Brasil em Janeiro 2011

Atenção todas as bandas, selos e artista ...Blake Farber é um cineasta de Nova York,e está vindo para o Brasil para trabalhar durante algumas semanas aqui. Ele tem algumas datas livres para filmar o próximo ou primeiro video de sua banda. Entre em contato se estiver interesse em trabalhar com esse grande produtor/cineasta Blake Farber. Confira alguns de seus trabalhos nos links abaixo.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Entrevista com Drew Stone - Antidote NYC


Pra quem não sabe, Drew Stone foi vocalista da banda Antidote que era local de NY nos Estados Unidos. A banda teve seu EP Thou Shalt Not Kill re-lançado pela Bridge Nine Records em 2010 e anda fazendo alguns shows pelos EUA após muito tempo longe dos palcos. Nessa entrevista ele fala um pouco sobre o Antidote nos anos 80 e nos dias de hoje, o que ele fez durante seu tempo longe dos palcos e algumas coisas mais.


1 - Conte-nos como e quando você se envolveu com o Hardcore.
Eu cresci em Nova York na década de 1970 como parte do "Blank Generation". Nascido um pouco tarde para fazer parte de toda aquela coisa da década de 60, um pouco velho para fazer parte da geração MTV (Graças a Deus) e eu odiava aquela porra de "Disco". Em agosto de 1981, fui a Emerson College em Boston, Massachusetts a estudar interpretação. Logo depois da minha chegada, fui apresentado a um rapaz na cafeteria de Emerson, que tinha sua cabeça raspada. Naquele tempo as únicas pessoas que tinham as cabeças raspadas eram fuzileiros navais e psicopatas. Ele me disse que seu nome era "Choke" e ele fazia parte do Hardcore. Hardcore? Eu respondi: "O que quer dizer Hardcore? algo como The B52's, Joan Jett ou Blonde"? Eu não tenho a menor idéia de que porra ele estava tentando me dizer. Assim, depois de tentar explicar isso para mim por um tempo nós decidimos que o melhor jeito para eu entender a coisa toda era conferir a por mim mesmo. Então, alguns dias depois, fomos para o centro de Boston em um edifício comercial antigo chamado o Seminário de Mídia para um show matinê de domingo. Aquele foi um dos primeiros shows SS Decontrol e acabou por ser um ponto de partida na minha vida. Havia cerca de 30 pessoas lá e todos os participantes era da minha idade ou mais jovens. Não foram encontradas drogas ou álcool ao redor do lugar, o que era muito estranho para mim vindo de um ambiente muito diferente como o de Nova York. Eu me sentia muito conectado com o que estava acontecendo na sala e pulei direto no meio de todo mundo. Depois que a banda terminou de tocar o guitarrista Al "Lethal" Barile veio e se apresentou a mim e apresentou também os outros caras da banda. Ele estava muito interessado em saber quem eu era e de onde eu vim. Era uma cena muito pequena na época assim quando alguém novo aparecia eles recebiam com muito entusiasmo independentemente depois de dizer que eu fui "arrastado" para o início da crescente cena hardcore de Boston, que no mínimo foi um momento extremamente excitante.

2 - Você teve alguma banda antes do Antidote? Conte-nos sobre isso.
Eu sempre amei a música, mas antes de me envolver na cena hardcore a música sempre me pareceu muito inacessível. Em Boston no início dos anos 80 não havia internet ou telefone celular. O lugar onde todos nós íamos era o Newbury Comics na Newbury Street. Esse foi o centro do nosso universo naquela época. Você poderia simplesmente sair todos os dias e esperar que as pessoas apareciam. Eu vi um panfleto em Newbury Comics, que disse que alguns rapazes que estavam em hardcore estava procurando um baixista então eu liguei pra eles. Eu toquei com eles, mas eu realmente não era um bom baixista e acabei sendo o vocalista. Chamamos a banda The C.O's (Conscientious Objectors) que mais tarde se chamou The Mighty C.O's depois de um comentário de Al Barile. O primeiro show que tocamos foi em um salão do Emerson Collage com o The Freeze, Government Issue e Double O de DC. Tocamos na East Gallery algumas vezes depois disso com DYS, Jerry's Kids, o FU's e Gang Green e estávamos começando a fazer alguns progressos, quando eu fui dispensado da banda. Foi sempre um relacionamento bizarro, porque eu sempre fui um pouco estranho por ter vindo de Nova York, sendo o vocalista, que conhecia todo mundo na cena e tocando com um bando de crianças da zona rural de New Hampshire. O The Mighty C.O's nunca gravou nada comigo e eu só cheguei a fazer 5 músicas pelo que eu me lembro. Eles pensaram que poderiam fazer tudo melhor sem mim e como todos nós sabemos eles cresceram e agora são um nome familiar. Após o The Mighty C.O's acabar e eu ter perdido o interesse na escola eu tinha de ganhar a vida. Assim voltei a Nova Iorque para procurar trabalho na indústria cinematográfica. Após minha chegada em finais de 1983 imediatamente decidi montar uma banda de hardcore nova juntamente com alguns amigos do Bronx. Eu escrevi todas as músicas, passei para os caras e começamos a fazer shows. Algumas dessas canções tocamos até hoje com o Antidote como "Road Warrior", "Don't Look Back" e "If The Time Is Right, Were Ready To Fight". O primeiro show do The High & the Mighty que fizemos foi um Beneficente pro HR com o Cause for Alarm, Murphy's Law & Major Conflict. Depois que tocamos um pouco fomos para Boston, algumas vezes. Nós gravamos a demo do The High & The Mighty chamada Crunch On, que foi re-lançado alguns anos atrás, como parte do CD Antidote The High & Mighty o "A7 and Beyond".
No começo de 1984 tivemos um show em DC no Wilson Center, com Antidote e todos nós fomos na minha van. No caminho de volta para casa após o show do Antidote, o baterista Bliss e cantor Louie quase trocaram socos dentro da van. No momento em que chegamos de volta pra Nova York, ele estava fora da banda e agora o Antidote procurava por um novo vocalista. "Thou Shalt Not Kill" tinha acabado de sair, eu adorava a banda e eu conhecia bem o material. Eu estava bem próximo do Nunzio na época, então eu tive a chance de ser o novo vocalista e foi o que aconteceu.

3-Quando o Antidote foi formado? Conte um pouco sobre a banda no seu período de existência.
A formação original do Antidote em 1981 eram Robb Nunzio (guitarra e compositor) com a ajuda de Tom Victor (Prong, Danzig) no baixo e Arthur (Bliss) Googy (The Misfits) na bateria. Eles ensaiavam na infame 171 A estúdios na Avenida A no Lower East Side, que foi recomendado a ele pelos caras do Bad Brains, que estavam gravando o seu "Roir Cassete" lá. Eles não tinham nenhum nome no momento. Tom saiu para perseguir outros interesses e tocaram os primeiros shows no A7 (2 +2) no Bowery sem baixista! Um pouco mais tarde, Bliss trouxe seu cunhado Brian e passou a registrar o épico "Thou Shalt Not Kill". Logo após esse disco ter saído Louie foi expulso da banda. Eu conheci Nunzio, enquanto saia na A7, no Lower East Side de Nova York em 1983. Eu já tinha visto Antidote tocar algumas vezes nessa época e eles eram foda ao vivo. Lembro que uma vez que eu vim de Boston com SS Decontrol quando eles tocaram a num show do Bad Brains em dezembro de 1982 e o Antidote tocou nesse show. Eles eram uma das minhas bandas favoritas no momento. Bliss foi um grande baterista e tocar com Nunzio nas guitarras foi muito bom. Eles esmagavam nos shows.

4 - Quais bandas influenciaram o Antidote?
The Beatles, The Clash, Bad Brains, Black Flag, Minor Threat, Black Sabbath, Negative Approach, The Ramones, The Sex Pistols. Éramos amigos de muitas das primeira leva de bandas de hardcore em NY e eles também nos influenciaram; Kraut, Reagan Youth, Cause For Alarm, Urban Waste, Murphy's Law e é claro o Agnostic Front.


5 - Quais eram os temas usados na hora de escrever as letras do Antidote?
Nunzio escreveu todas as letras para "Thou Shalt Not Kill", que eram tratados sobre o crescimento em um bairro multi-étnico no início dos anos 1980 durante os anos em que Ronald Reagan foi presidente. A vida em Nova Iorque, que é muito diversificada, foi uma grande influência sobre as letras também.

6 - O Antidote já foi uma banda vegetariana?
Neste ponto, não fomos vegetarianos. Quando Arthur "Bliss" deixou a banda em 1985, ele levou o vegetarianismo e a influência "Krishna" com ele. Nós não somos grandes comedores de carne, mas não somos vegetarianos.

7 - Quando e como a banda acabou?
O Antidote "Hardcore" acabou em 1986, mas em 1988 Nunzio e eu começamos a tocar juntos novamente. Ele tinha um monte de músicas novas que ele queria cantar e ele precisava de um baixistae foi ai que eu entrei pra banda. Primeiramente a banda se chamou Third Rail, mas acomeçar tudo do zero era muito difícil. Nunzio era um cara muito talentoso. Ele escrevia grandes letras, podia cantar, mas ele não era um bom Frontman. Em um momento haviam porpostas de algumas gravadoras e então decidimos que eu voltaria para os vocais e a banda se chamaria Antidote novamente. Na época muitas bandas de hardcore foram mudando de direção e permanecer com esse nome parecia uma idéia boa pois já tínhamos algum reconhecimento pelo passado. O Antidote novo era na verdade uma banda de Rock e a nossa maior influência no momento era o Guns and Roses.
Por um tempo ficamos firmemente entrincheirados na cena rock de Nova York e éramos praticamente a banda da casa Rock n' Roll Church no Limelight. Assinamos contrato e gravamos o "Return 2 Burn" e fizemos alguns grandes shows com grandes bandas como Circus Of Power and Hell's Kitchen. Por um tempo tudo foi muito divertido, mas no início dos anos 90 as coisas começaram a mudar quando o grunge veio as coisas meio que transcorreram. Em 1991 o Antidote foi deixado para o segundo plano e foi quando eu comecei a minha empresa de produção cinematográfica "Stone Films NYC" e que é quando as coisas realmente decolaram.

8 - Conte-nos um pouco sobre o que você fez depois do Antidote.
Após a banda acabar em 1992 eu comecei a minha empresa de produção cinematográfica Stone Films de Nova Iorque. Comigo produzindo Paris Mayhew, que tocou guitarra no Cro-Mags dirigimos um monte de vídeos de música e nós ficamos em uma correria bastante agradável por um tempo. Onyx -Slam, Type O Negative -Black #1, Run DMC-Ohh Watcha Gonna Do, Kings X-Dogman, Biohazard-Punishment, Shades Of Grey & Tales From the Hardside são alguns dos clipes que fizemos naquela época. Depois que Paris se mudou comcei a produxir tudo sozinho e fiz: Agnostic Front-Gotta Gotta Go, Merauder-Master Killer, Shelter -In The Van Again, Madball-Pride e Down By Law.
Por um tempo eu fui o rei de vídeos hardcore! Na época, eu também comecei Stone Management "We Manage The Unmanageable" e trabalhamos com Merauder, Subzero & Fury of Five. Todos eles tinham a Pacote De Negócios do Drew Stone , que era assinar com uma gravadora, com direito a um vídeo de música e uma tour na Europa. Eventualmente eu fui queimado nesse esquema de lidar com bandas e é aí que a coisa esportes radicaisveio a tona. Filmes alguns filmes sobre BMX e essas coisas e também dirigi o "I Live To Ride", episódio do True Life da MTV, que expôs o esporte para milhões de pessoas no mundo inteiro. No ano passado eu estive trabalhando no "xxx All Ages xxx" The Boston Hardcore Film, que foi uma grande experiência.

Dêem uma olhada na página:
http://www.facebook.com/allagesthefilm

9 - Como é estar tocando com o Antidote depois de tanto tempo longe dos palcos? Existe alguma diferença da cena hardcore de quando você começou sobre a cena hardcore de hoje?
A maior diferença é que aqui na América, a maior parte não é mais um "novo" movimento e nem um movimento "local". Hardcore tem mais ou menos 30 anos agora e existe no mundo inteiro. É global, a Internet tornouo hardcore acessível a qualquer pessoa em qualquer lugar. A única coisa que permaneceu a mesma é a energia da juventude. Novas pessoas entram na cena e isso é o que mantém vibrante e emocionante. Estou achando muito mais dovertido tocar agora depois dos meus 40 anos de idade do que quando eu era mais novo. Eu realmente posso apreciar mais o hardcore.

10 - Obrigado pela entrevista. Diga suas últimas palavras e deixe contatos, links, ou o que mais poderia estar interessado.
Muito obrigado pelo seu apoio. Espero que algum dia possamos ir ao Brasil, seria um sonho para nós! Mantenham-se firmes!


Por favor, acessem a página do Antidote no Facebook:
http://www.facebook.com/pages/ANTIDOTE-NYHC-1983/113789128669194

Myspace:
http://www.myspace.com/antidotehardcorepunk


Bridge Nine Records Page:
http://www.b9store.com/Antidote







quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Youth of Today - 05.12.2010

Nesse último domingo tivemos a ilustre e histórica da banda Youth of Today em terras sul-americanas. Descrever esse evento histórico é algo que fica meio difícil de se escrever. Creio que só quem estava lá sentiu como foi ver uma banda que influenciou toda uma geração e que fez muita gente, inclusive eu, a viver esse "estilo de vida".


Antes do show ouvi muita gente dizendo que não iria ao show por inúmeros motivos que na sua maioria eram justificados por alguns membros da banda serem pilantras, caídos ou o caralho a quatro. Sei que todas são opiniões pessoais e não sou ninguém pra dar ou tirar razão dessas pessoas, mas compareci ao show pelo que a música significa pra mim sem me importar com quem está cantando. O importante pra mim é acreditar em tudo o que já foi dito e, por pensar assim, esse foi um dos melhores shows que eu já presenciei.


Parabéns a Seven Eight Life e equipe, a todas as bandas que tocaram no evento por terem proporcionado um dia marcante na história do hardcore brasileiro.